quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Suicídio


Quente ... Seco ... Escuro ...
Onde estou?
Preciso manter a concentração... Pensar, raciocinar...
Tudo acontece tão rápido... O cheiro forte de vodka continua impregnando minha camisa, mas não me sinto mal, exceto pela tontura...
Preciso matar alguém.
O pensamento me atinge como um soco. Engulo um pouco de saliva e sinto minha garganta secar novamente. Preciso beber alguma coisa rápido.
Matar...
O calor está me sufocando e a falta de ar começa a me deixar em pânico...
Preciso de uma dose... Agora...
Sinto o chão girar e quase perco o equilíbrio. Minhas mãos tremem, quase não dá para me controlar. Estou perdendo a consciência...
Não! Não... Não... Não...
Não consigo encontrar mais forças para resistir. o que quer que esteja sentindo, é mais forte do que eu. Tomado por impulso, um impulso suicida, não sei bem por quê.
Só um impulso.
jogo meu corpo do parapeito sobre a rua lá embaixo.
Sétimo andar.
Queda livre. Nenhum toldo, nenhuma proteção.
Lembro que levei menos de um segundo para chegar até a calçada. Aquele frio na barriga, o vento no rosto, a aceleração. Atinjo o chão como um saco de batatas, em um baque seco e surdo, a não ser pelo som dos ossos estalando como gravetos.
Mas é madrugada e ninguém me vê; ninguém escuta minha queda.
Apenas a lua cheia.
À noite, madrugada... A cidade inteira dorme.
Inteira?
Não.
Há um pequeno grupo de pessoas que não estão dormindo. Elas nunca adormecem. A noite é toda delas.
Nossa.
Prefiro não pensar nisso agora... Não pensar nisso...
Não é a queda que mata - dizem - Mas a súbita parada no final.






Uma descrição da minha última tentativa de suicídio.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Way ?

Afiado como o fio da espada de um samurai
a lâmina de metal cortando a carne e o osso
Embora minha mente esteja em paz
o mundo está fora de ordem
Perdendo calor
O sangue fica mais frio
Ah sim, eu tenho que achar meu caminho
nada a menos, caminhe por terra, água e fogo
Elementos compostos de magnum
esperança é o meu motivo, logo orgulho é o meu veneno
Aço apertado no microchip do meu braço
e não o sinal de nosso acordo
a melhor recompensa é eu não estar em guerras
Em tempos estranhos de mundos sem senhores
um jovem independente
um grito de guerra de uma pomba que incendeia corações
voando com uma lágrima seca
Queria saber porque amor não erra com o clã
apenas confiando nos instintos e ser aquele com os planos

Some days, some nights,
some live, some die in the way of the samurai
some fight, some bleed
sunup to sundown
The suns of the battlecry*







*Alguns dias, algumas noites
algumas vidas, algumas morte no caminho do samurai
algumas lutas, algum sangue
do nascer ao pôr-do-dol
Os sóis do grito de guerra

sábado, 17 de novembro de 2007

Retorno

Minha alma foi novamente reconstruída ...
Estou de volta ao meu lar