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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Soneto que comemora o escrever

Escrever deixou de ser um ato de raiva
Pacificou-se a transcrição dos meus sentimentos.
Hoje, eu acaricio e sinto cada palavra
Como se cada palavra flertasse com meu pensamento.


Mais do que nunca, hoje eu amo escrever.
Aprendi a sorrir... e sorrir é algo tão doce
Agora o texto é um caminho que amo percorrer,
Escrever é uma bússola apontando para voce.


Eu me esvaziei de dores, sofrimentos e rancores.
Tu me trouxeste o amor, a poesia e... flores.
Escrever é te ver... Te sentir... É contigo sonhar!


Não sei se meus textos são bons e belos,
Não me preocupa o mérito, busco o singelo.
Escrevo sentimento, sem outras buscas que não, te amar!



Dedicado a garota que eu amo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Soneto

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém jamais amou.

Soneto do coração ardiloso

Me escondo atrás de paredes irreais,
Belas cortinas penduro em janelas virtuais.
Todo o Solar emoldurado com belos vitrais,
Cortinas na sala, brinquedos nos quintais.


Ah! Doce fantasia que criei para me animar,
O coração é um órgão difícil de explicar.
Tanto te amei, não lhe tinha, não me querias,
Agora me queres, te tenho, não te amo mais!


Crio então estas diversas ilusões sensuais,
Vivo este amor que me entristece demais,
Um amor de mentira, engodo, hipocrisia salaz.


Coração, Solar enganoso, por quem me tomais?
Às mentiras de amor me obrigais, me enviais?
Será que amá-la de novo, jamais serei capaz?

sexta-feira, 27 de março de 2009

Soneto do amor eterno


Eu ainda sonho com o que aconteceu
e ainda sinto-me estagnado
lembranças dos beijos teus
fundem o futuro, presente e passado

Tenho certeza que ainda está em minha memória
o perfeito dia em que lhe conheci
os anjos guardaram pela eternidade a nossa história
no exato momento em que vi você sorrir

Dois corpos e apenas uma alma
amordaçados com a liberdade de um rei
minha implacável esperança se acalma
ao saber que do seu lado eu sempre estarei

Minha amada, leia estes versos atentamente
eu, seu humilde plebeu, juro lhe amar eternamente



Dedicado a alguém que despedaçou meu coração.

terça-feira, 17 de março de 2009

Soneto de um alguém eterno


Saibam que não acredito em um deus
Não em um desses com formas humanas
Que criticam e julgam os passos meus
e jogam irados os homens nas chamas

Não acredito no paraíso celeste
para onde vão os recompensados
Que ostentando suas brancas vestes
Se iludem cegos na terra dos diabos

Mas acredito, sim, numa deusa
e essa, acredite, eu posso ver e tocar
Seu corpo é o fundamento da beleza
E seus lábios o mais doce manjar

E se por seu beijo, no paraíso eu não cheguei
Ainda será melhor, pois do lado dela ficarei



Dedicado a alguém que despedaçou meu coração.