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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Eternidade aos 27

Sei que um dia a morte irá me buscar
mas não irei me entregar sem lutar
viverei a vida em sua total plenitude e beleza
essa é a forma que eu encontrei de te enfrentar

Irei lhe receber com um sorriso no rosto
sem esconder as cicatrizes em meu corpo
irei lhe abraçar ao invés de fugir
e ao reler toda a minha história, juntos iremos sorrir

Podem quebrar as minhas pernas, mas não podem quebrar o meu orgulho.
Podem arrancar meus dentes, mas meus ideias não estão presos à carne.
Podem me impedir de andar, mas nunca de percorrer o meu caminho.
Podem arrancar meu braço, mas as armas que tenho para lutar estão cravadas no fundo do meu peito.
Embora nada justifique as vidas e sonhos perdidos no processo, se a morte é o preço que devemos pagar ...
... Serei enforcado sorrindo!



Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 27 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Você está ficando velho

"Você está ficando velho."

É o que a maioria das pessoas me dizem no meu aniversário.
Desejam a realização dos meus sonhos, desejam que minha tristeza se definhe. Sorriem pra mim. Transmitem o calor de seus corpos através de um abraço. Alguns até choram comigo. Mas a maioria sempre diz:

"Você está ficando velho."

Não, isso não é verdade.
Enquanto eu correr descalço pelas ruas em um dia de chuva,
enquanto eu olhar para os céus e ouvir o riso das estrelas como o Pequeno Príncipe me disse,
enquanto eu acreditar em Super Heróis,
enquanto eu confiar na justiça,
enquanto eu brincar neste imenso playground chamado vida,
enquanto eu sorrir diante dos desafios,
enquanto eu chorar de saudades da minha mãe,
enquanto eu preferir um copo de leite a uma lata de cerveja,
enquanto eu sonhar com sonhos melhores,
enquanto eu escrever palavras maiores,
enquanto eu pedir ao meu irmão para brincar comigo,
enquanto eu cantar quando uso meus headphones sem me importar com o que os outros vão pensar,
enquanto eu escrever cartas pro Papai Noel,
enquanto eu esperar a visita do Coelho da Páscoa,
enquanto eu desejar tocar a lua,
enquanto eu implorar para o Peter Pan me levar a NeverLand,
enquanto eu tiver medo de altura,
enquanto eu não me cansar da Disney,
enquanto eu preferir um desenho animado a um telejornal,
enquanto eu escolher os livros ao invés do mundo real,
enquanto eu ainda amar,

Eu não estarei ficando velho.

E quando o meu dia chegar; e minha amada morte vier soprar a última chama de vida que me resta, tenho certeza que ela dirá:
"Veio ao mundo como criança, e como criança o deixará."



Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 26 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Eternidade aos 25

Um quarto de século, e ainda não tenho nada daquilo que eu sonhei
ainda sou um prisioneiro do destino, mesmo tendo almejado ser um rei
lembro-me dos erros que cometi, penso naqueles que ainda irei cometer
sinto falta de tanto e tantos, mas sinto mais falta de você

Os dias são tão longos e as noites tão frias
tudo o que me restou são memórias vazias
eu poderia ter escrito uma história diferente?
eu poderia ter me dedicado de corpo, alma e mente?

Um quarto de século e eu ainda não sei o que o futuro me reserva
alguém que realiza seus sonhos ou alguém que sempre fica na espera?
não sei o que esperar dessa vida
espero que alguém me mostre uma saída.

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 25 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Eternidade aos 24


Os dias ainda são os mesmos e eu continuo aqui
derramando lágrimas por saber que ninguém se entristecerá com o meu partir
no deserto frio da eternidade eu caminho sem sorrir
e pra você que está lendo estas palavras, eu venho me despedir

Meu coração foi desfragmentado em milhares de pedaços
minha maldição prevalece sobre meus feitos, não importando o que eu faço
serei sempre um poeta que amará sem ser amado
neste mundo doentio, caótico e exacerbado

24 anos de uma existência infame
e ela não ouve minha voz, não importa o quanto eu a chame
minha felicidade ficou no passado por isso eu sempre olho para trás
mesmo que isso não faça diferença, já que os dias no inferno são todos iguais

Se existe um Deus, eu pergunto sem exitar
quanto tempo a mais de dor eu terei que suportar?

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 24 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Eternidade aos 23


Deixando o destino ser criado através da sorte
o aniversário não é mais um ano de experiência, mas sim um ano mais perto da morte
cada passo neste caminho me leva mais perto do fim
e a única certeza que eu tenho é que quero você perto de mim

Não estou mais sozinho neste mundo hediondo
ainda assim,ninguém pergunta o que eu respondo
não tenho mais os mesmos medos do passado
mesmo assim, a lembrança de tais medos ainda me deixa estagnado

A mortalidade ainda me assola perversamente
mas o passar do tempo ainda me deixa indiferente
rezo para que minha alma possa encontrar a salvação
e que os céus não sejam apenas mais uma ilusão

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 23 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Eternidade aos 22


Meros 365 dias foram suficientes para a minha mutação
pranto, rancor, receio; quanta sensibilidade em um só coração
tanto disparate em tão limitado tempo
tantos fatos que eu nem sequer entendo

Primeiro veio a solidão, e o medo que a acompanha
depois a intrepidez de percorrer campos e escalar montanhas
cheguei a acreditar que carregaria pra sempre este fardo
só Deus sabe o quanto eu estava errado

Desde a última epopéia, já não sou mais o mesmo
consigo ver o Sol iluminando meu destino, assim não caminharei mais a esmo
eu sei que os demônios que me assombram nunca irão partir
mas divergente de antes, agora eu tenho alguém para coexistir

Amar e em troca ser amado, algo impensável para alguém com almagre
e após 22 anos de existência, começo a acreditar em milagres.

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 22 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Eternidade aos 21


O que eu devo comemorar?
a ilusão de um futuro inexistente ou os sonhos que nunca irão se realizar?
Pelo que eu devo sorrir?
21 anos de existência sem sentido ou por se aproximar o momento do fim?

Me foi dito que os deuses conspiram a meu favor
mas onde eles estavam quando em mim se alojou esta dor?
ser poeta é ser amaldiçoado
uma alma divina em um corpo mortal, neste mundo exacerbado

Não sei o que fazer, nem para onde seguir
então; pelo que eu devo sorrir?
é incerto o que me espera neste insano vazio
a certeza que eu tenho é de que percorrerei este caminho sozinho

Incapaz de sentir, desistindo de amar
então; o que eu devo comemorar?

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 21 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Eternidade aos 20


Busco em minha alma algo que se perdeu
sinto-me sozinho sem o meu outro eu
talvez um pouco desesperado, cansado
este dia desperta em mim um pensamento equivocado
os trovões que caem lá fora gritam por qual motivo?
os céus exaltando a minha existência ou o inferno banindo o meu sorriso?
uma lágrima que corre em um coração abalado
lembranças que trazem as dores do passado
o que me espera neste futuro que eu mesmo criei?
as mordaças de um servo ou a liberdade de um rei?
o medo de se tornar apenas uma lembrança?
ou a glória ascendente rumo a esperança?
o caminho que eu sigo é uma ponte de espinhos
rodeada pelas trevas e carregada pelo vazio
a todos aqueles que me acompanharam nessa jornada chamada vida, eu deixo o meu sincero adeus
29, Janeiro de 2008, o dia em que Abel subiu ao céu como um verdadeiro deus

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 20 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Eternidade aos 19




Pensamentos lisérgicos provocados pelo absinto
o desespero depressivo não pode ser comparado ao que eu sinto
um caos gerado pela indiferença humana
distorce minha mente e a deixa insana
6941 dias de uma existência sem sentido
múltipla personalidade, psicose, esquizofrênia , e mais alguns motivos
distorção da realidade e uma vida ilusória
apenas mais uma gota de sangue na história
Fernando , Abel , o nome não é importante
mesmo com tantas pessoas ao redor, ainda me sinto insignificante
os próximos 19 anos serão vividos dessa forma ?
sinceramente , quem se importa ?
Corto meus pulsos e deixo o sangue fluir
despeço-me de minha alma que irá partir
as trevas me obscurecem, agora eu consigo entender
só peço que não chore, porque somente através da morte é que eu posso renascer ...

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 19 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...