quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

5 motivos para se render ao amor

Hoje em dia, com as pessoas cada vez mais desconfiadas das outras é difícil acreditar e se render ao amor. Seja por uma forte desilusão amorosa ou por desacreditar nos verdadeiros sentimentos de uma pessoa, cada vez mais deixamos de acreditar no amor. E nos tornamos pessoas cada dia mais egoístas e desconfiadas.
O amor existe sim. Do contrário, não haveria casais felizes nem pessoas tão apaixonadas e dedicadas. E, mesmo aqueles que não acreditam ter esse sentimento dentro de si, o têm. Só falta ele ser despertado por uma pessoa especial.
Mas, se você ainda não acredita em nada disso, veja esses 5 motivos para se render ao amor:


Muda a nossa vida e o modo de ver as coisas


Já reparou como fica uma pessoa apaixonada? Sempre alegre, sorridente, feliz. E é impossível deixar de notar isso. Tudo na vida da pessoa passa a ser visto de uma ótica mais alegre, o que acaba trazendo reflexos positivos para outras áreas da sua vida, como a profissional e a familiar. 

Deixamos de ser egoístas

Quando começamos a gostar de uma pessoa de verdade, passamos a pensar mais em seus anseios e necessidades. Assim, acabamos deixando de lado o nosso egoísmo. Aqui só não vale exagerar e se anular por causa das necessidades da pessoa amada, ok?

Aprendemos a lidar com as diferenças

Vamos combinar que é difícil quando conhecemos alguém, lidar com certas diferenças de personalidade, não é mesmo? Mas, quando há amor de verdade, aprendemos que é necessário lidar com essas diferenças e às vezes ceder um pouco, para que o relacionamento cresça e evolua. E isso nos torna pessoas mais pacientes e tolerantes.

Nos deixa mais bonitos

Todo mundo que ama acaba ficando mais bonito. Isso porque, quando amamos, queremos sempre estar bem para aquela pessoa especial. Assim, nos tornamos mais vaidosos, bem cuidados e interessantes.

Nos tornamos pessoas melhores
 
O amor, quando plenamente vivido e correspondido, nos torna pessoas muito felizes. E, a busca da felicidade é algo muito difícil. Muitos desejam sucesso, dinheiro e posses, mas o amor nos deixa felizes mesmo que não tenhamos nada disso. O amor é a felicidade mais plena e pura que podemos experimentar.
E, por mais que a vida te deixe para baixo ou insista fazendo com que você pense que o amor não vale a pena, nunca desista. É ele que move as nossas vidas e nos torna pessoas muito melhores, mais satisfeitas e felizes!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Eternidade aos 25

Um quarto de século, e ainda não tenho nada daquilo que eu sonhei
ainda sou um prisioneiro do destino, mesmo tendo almejado ser um rei
lembro-me dos erros que cometi, penso naqueles que ainda irei cometer
sinto falta de tanto e tantos, mas sinto mais falta de você

Os dias são tão longos e as noites tão frias
tudo o que me restou são memórias vazias
eu poderia ter escrito uma história diferente?
eu poderia ter me dedicado de corpo, alma e mente?

Um quarto de século e eu ainda não sei o que o futuro me reserva
alguém que realiza seus sonhos ou alguém que sempre fica na espera?
não sei o que esperar dessa vida
espero que alguém me mostre uma saída.

Abel _____________________________ Requiescat in Pace



Poema escrito quando meu alter ego completou 25 anos de existência.
Uma forma de tentar controlá-lo ou torná-lo mais forte.
Ainda não sei ao certo ...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Minha morte

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma amiga adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.